cover
Tocando Agora:

Mães são presas por deixar crianças sozinhas em prédio que pegou fogo em Campinas; uma das vítimas morreu

Incêndio mata criança de 3 anos em prédio de Campinas; outras duas ficam feridas A Polícia Civil prendeu em flagrante duas mães que deixaram crianças sozi...

Mães são presas por deixar crianças sozinhas em prédio que pegou fogo em Campinas; uma das vítimas morreu
Mães são presas por deixar crianças sozinhas em prédio que pegou fogo em Campinas; uma das vítimas morreu (Foto: Reprodução)

Incêndio mata criança de 3 anos em prédio de Campinas; outras duas ficam feridas A Polícia Civil prendeu em flagrante duas mães que deixaram crianças sozinhas em um prédio que pegou fogo na manhã desta terça-feira (15), no Jardim Itayu, na região do Carlos Lourenço, em Campinas (SP). Uma das crianças morreu, enquanto as outras duas foram socorridas em estado grave. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), policiais militares foram acionados e, ao chegarem ao local, encontraram equipes do Corpo de Bombeiros no combate às chamas. As duas crianças sobreviventes, de 6 e 3 anos, são irmãs e conseguiram deixar o apartamento em chamas com ajuda de vizinhos, mas tiveram queimaduras na região do rosto. Elas foram encaminhadas a unidades de saúde. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp O menino que teve o corpo carbonizado, de 3 anos, foi encontrado morto em um dos quartos depois que as equipes conseguiram controlar o incêndio. Ele é primo das outras duas crianças. Também segundo a SSP, as três crianças estavam sozinhas no imóvel no momento do incêndio. As mães foram identificadas, conduzidas ao 10º Distrito Policial de Campinas e presas em flagrante, permanecendo à disposição da Justiça. Foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso foi registrado no 10º DP de Campinas. Ocupação Incêndio atinge prédio em Campinas e deixa feridos Helen Sacconi/EPTV O incêndio ocorreu no último andar do edifício de seis pavimentos na Rua Itapemirim. A Prefeitura informou que a área é particular, está ocupada desde 2017 e é objeto de ação judicial de reintegração de posse. O complexo é formado por quatro torres e, de acordo com o Executivo, o cadastro social aponta a presença de 108 famílias no local. A prefeitura alega que tentou atualizar os dados em visitas recentes da Secretaria de Habitação, mas os moradores não aceitaram realizar o recadastramento. A gestão municipal também declarou que ofereceu o auxílio-moradia emergencial como alternativa para que as famílias deixassem a área. Segundo a nota oficial, não houve adesão e os ocupantes manifestaram o interesse de permanecer no prédio. A eventual desocupação está submetida às decisões e aos encaminhamentos definidos no processo judicial (leia a nota completa abaixo). O depoimento de uma vizinha que preferiu não se identificar, no entanto, apresenta outra versão sobre a assistência no local. Ela afirma que os moradores tentaram comprar os apartamentos diretamente com o proprietário, mas ele recusou. "A gente está esperando a prefeitura vir aqui para dar um auxílio-aluguel, alguma coisa, porque tem bastante criança, bastante idoso. Tem pessoas doentes, cadeirantes. Até hoje, não conseguimos ajuda nenhuma", desabafou a moradora. O Corpo de Bombeiros apontou que o prédio apresenta condições precárias, sem hidrantes ou equipamentos de segurança, e considerou o local inabitável. A prefeitura informou que a eventual desocupação do espaço está submetida às decisões do processo judicial em andamento. O que diz a Prefeitura A Prefeitura de Campinas lamenta profundamente a morte da criança no incêndio ocorrido no Jardim Itayu e manifesta solidariedade à família e às demais pessoas atingidas. Duas crianças, de 4 e 6 anos foram atendidas inicialmente na UPA Carlos Lourenço e, posteriormente, transferidas para o Hospital Mário Gattinho e para o Hospital de Clínicas da Unicamp, respectivamente. A mãe das crianças permanece em atendimento na UPA Carlos Lourenço. Equipes da Prefeitura estão no local. A área é particular, está ocupada desde 2017 e é objeto de ação judicial de reintegração de posse. A eventual desocupação está submetida às decisões e aos encaminhamentos definidos no processo judicial. A Prefeitura acompanha a situação desde o início da ocupação e realizou o cadastro das famílias que vivem no local. O cadastro existente identifica 108 famílias. Nas visitas posteriores, as equipes da Secretaria de Habitação buscaram atualizar essas informações, mas os moradores não concordaram com a realização do recadastramento. O Município também ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial como alternativa habitacional para a saída da área. Até o momento, não houve adesão das famílias, que manifestaram interesse em permanecer no local. As situações e as causas de incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas